Há pessoas que carregam um coração tão limpo,
que, diante da maldade,
não sabem como reagir.
Não por fraqueza,
mas porque nunca aprenderam
a transformar a dor em crueldade.
São pessoas honestas,
que ainda acreditam na palavra,
no respeito,
na verdade que não precisa ser gritada
para continuar sendo verdade.

Vivemos tempos estranhos,
em que a mentira veste roupas de sinceridade,
a injustiça parece caminhar de cabeça erguida,
e quem age corretamente
muitas vezes é tratado como se estivesse errado.
Quem possui um coração bom
costuma se perguntar:
“Por que fazem isso?
Como conseguem dormir em paz
depois de machucar alguém?”
E essa pergunta nunca encontra resposta,
porque o bem pensa diferente do mal.
O mal sempre espera
que o bem desça ao mesmo nível,
que responda com a mesma mentira,
com a mesma traição,
com o mesmo veneno.
Mas há uma diferença
que o mal jamais compreenderá:
quem tem caráter
pode até tropeçar,
pode chorar,
pode se decepcionar…
mas não consegue viver fingindo ser aquilo que não é.
O caráter não muda conforme a conveniência.
Ele permanece firme
mesmo quando ninguém está olhando.
São pessoas honestas,
que ainda acreditam na palavra,
no respeito,
na verdade que não precisa ser gritada
para continuar sendo verdade.

O caráter não muda conforme a conveniência.
Ele permanece firme
mesmo quando ninguém está olhando.
O mal acredita que todos são iguais,
porque enxerga o mundo através da própria consciência.
Esquece que existem pessoas
que preferem perder uma discussão
a perder a própria dignidade.
A vida possui uma justiça silenciosa.
Nem sempre ela chega no tempo que esperamos,
mas chega.
Porque toda mentira cobra um preço.
Toda injustiça deixa uma marca.
Toda maldade, cedo ou tarde,
encontra o reflexo das próprias escolhas.
Quem espalha veneno
acabará provando do próprio veneno.
Não porque alguém desejou vingança,
mas porque nenhuma semente
produz um fruto diferente daquilo que é.
Por isso,
não permita que a maldade dos outros
ensine você a deixar de ser bom.
O mundo precisa desesperadamente
de pessoas que ainda sintam,
que ainda tenham vergonha de fazer o errado,
que ainda escolham a verdade
mesmo quando a mentira parece mais fácil.
Porque a bondade pode até ser ferida,
mas nunca será derrotada.
A honestidade pode ser ignorada por um tempo,
mas jamais perde o seu valor.
No fim,
o que permanece não é a esperteza,
nem a falsidade,
nem as aparências.
O que permanece
é a paz de quem deita a cabeça no travesseiro
sem precisar fugir da própria consciência.
E essa…
é uma riqueza
que o mal nunca conseguirá roubar.
Uma reflexão por Luzia Mota.
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