William Lobo, o Cowboy da Cultura: voz da tradição, da juventude e da resistência afro-amapaense

Batuque Cultura Marabaixo Música

O Marabaixo, manifestação cultural que faz parte da vida de William, é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN desde 2018 e representa um dos maiores símbolos da identidade negra amapaense. A tradição reúne canto, dança e o toque das caixas de Marabaixo, preservando histórias, memórias e a resistência das comunidades afrodescendentes do estado.

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Nascido e criado em meio às manifestações culturais do Amapá, William encontrou no Marabaixo e no Batuque a essência de sua identidade. Seu envolvimento com a cultura popular não se limita a um único grupo. Ele atua em diversos segmentos culturais, tornando-se uma das vozes da juventude que mantém viva a herança deixada pelos antepassados.

Atualmente, ele integra o grupo de Marabaixo da União Folclórica de São Sebastião da Ilha Redonda, onde participa ativamente das rodas, festejos e celebrações tradicionais. Também faz parte do grupo Torrão do Matapi Ilha Redonda, da Irmandade de São José e do tradicional Grupo de Batuque de São Pedro dos Bois, fortalecendo as manifestações afro-culturais em diferentes comunidades.

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Defensor das tradições afro-amapaenses, cantor, dançarino, influenciador cultural e participante ativo de diversos movimentos culturais do estado, William Lobo, conhecido carinhosamente como Cowboy da Cultura, tem dedicado sua trajetória à valorização do Marabaixo, do Batuque e da identidade negra do Amapá. Integrante de grupos tradicionais e do Movimento de Jovens Afrodescendentes do Amapá (MOJAAP), ele se destaca por sua atuação na preservação e divulgação da cultura popular, aproximando as novas gerações de suas raízes ancestrais.

Nesta entrevista, conversamos com William sobre sua história, os desafios enfrentados pelos fazedores de cultura, a importância da juventude na continuidade das tradições e seus sonhos para o futuro da cultura amapaense….

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Portal: Como o Marabaixo e o Batuque transformaram sua vida e influenciaram a pessoa que você é hoje?

Cowboy William: Olá me Sinto lisonjeado de fazer parte desse Documentário desde já essa Cultura afro-amapaense teve muito Significado e Representatividade no meu cotidiano foi um Marco através de cada Cantiga cada verso e toque que ecoar eu fui me aprofundando dia  e noite e madrugadas sem dormir pra mim poder meditar e fazer minhas Pesquisas; através de vídeos e Cantigas dos entes queridos alguns foram Inspiração pra mim foi um Ponta pé Inicial pra mim dar a largada; eu não nasci Cantando eu aprendi ao longo do Tempo; agora eu Canto e Represento alguns grupos gosto mas  de Batuque e em Segunda a Cultura Mãe do estado o Marabaixo; Sempre eu tive essa Convicção que e Potencial eu vou Conseguir e Conseguir; algumas mestras foram referencia pra mim; como Laura do Marabaixo; Esmeralda Escritora e Compositora; Cantadeira de Batuque a Bacu; Dona Naira; porque sempre eu tive esse Pensamento eu tenho que aprender e gravar as mas difíceis pra poder enfrentar as mas fácil e foi assim. Que funcionou toda a minha Trajetória….etc

Portal: Você participa de vários grupos e movimentos culturais. Qual é o maior desafio de manter vivas as tradições afro-amapaenses entre os jovens?

Cowboy William: Integrante de importantes grupos e movimentos culturais do Amapá, atuo como Coordenador do Grupo União Folclórica de São Sebastião de Ilha Redonda e participo do MOJAAP – Movimento de Jovens Afrodescendentes do Amapá e do Batuque São Pedro dos Bois. Minha trajetória é pautada pelo compromisso com a valorização da cultura popular, da identidade afro-amapaense e do trabalho coletivo. Encaro os desafios com determinação, mantendo o foco nas metas e conduzindo minhas ações com ética, transparência e responsabilidade, sempre em prol do fortalecimento das comunidades e da cultura do nosso estado.

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Portal: Como surgiu o apelido “Cowboy da Cultura” e o que esse nome representa para você dentro do movimento cultural do Amapá?

Cowboy William: Participo ativamente de diversos eventos culturais, representando diferentes segmentos por meio do meu traje, da minha postura e do meu compromisso com a valorização da cultura. Também atuo na organização de festividades, contribuindo para o fortalecimento das tradições e da identidade cultural do Amapá.

Tenho orgulho de apoiar e representar o teatro, as artes, as quadrilhas juninas, o carnaval, as aparelhagens, o batuque, o marabaixo, a capoeira, a vaquejada, as corridas de cavalo e as religiões de matriz africana. Acredito que essas manifestações fortalecem o turismo, geram emprego e renda e promovem o desenvolvimento cultural e social do nosso estado.

Portal: Na sua opinião, qual é a importância do MOJAAP e dos movimentos afrodescendentes para a valorização da identidade negra no estado?

Cowboy William: O MOJAAP foi um dos alicerces da minha trajetória, assim como todos os grupos dos quais faço parte. Cada um deles desempenha um papel fundamental na preservação, valorização e fortalecimento das manifestações culturais, contribuindo para a manutenção desse patrimônio imaterial e para a continuidade das tradições que representam a identidade do nosso povo.

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Portal: Que mensagem você deixaria para as novas gerações que desejam conhecer, participar e fortalecer o Marabaixo e o Batuque?

Cowboy William: Na Realidade o estudo é fundamental pra abrir portas para novos Caminhos nesse Ponto de vista então devemos dar Continuidade pra não acabar e sim Expandir…etc

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Portal: Qual é o seu maior sonho para a cultura amapaense e o que você acredita que ainda precisa ser feito para que ela receba mais reconhecimento?

Cowboy William: Que o Marabaixo seja cada vez mais reconhecido dentro e fora do país. Que haja mais união, respeito e dedicação entre os marabaixeiros e marabaixeiras, pois é isso que fortalece nossa identidade e garante um futuro ainda mais promissor para essa tradição. Que Deus esteja sempre à frente, nos protegendo e guiando nossos caminhos. Obrigado.

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Portal: O Portal Fala Tucuju agradece ao Cowboy da Cultura, William Lobo pela disponibilidade em conceder esta entrevista e compartilhar sua trajetória e sua dedicação à cultura amapaense. Desejamos sucesso em sua caminhada e que seu trabalho continue fortalecendo as tradições e a identidade cultural do nosso estado.

Por Luzia Mota

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