Cores, cultura e ancestralidade: exposição “Amazônia em Traços” movimenta a cena artística no Amapá

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No mês das Artes Plásticas Macapá e Santana rebeci uma exposição carregada de beleza e originalidade a Exposição reúne mais de 60 artistas e fortalece o protagonismo das artes visuais no Amapá.

A arte amazônica ganha novas formas, cores e vozes na exposição “Amazônia em Traços – Unindo Gerações nas Artes Visuais”, uma das maiores celebrações culturais do mês dedicado às artes plásticas no Amapá. Reunindo mais de 60 artistas, a mostra ocupa importantes espaços culturais de Macapá e Santana com uma programação que une exposições, performances, música, debates e valorização de talentos emergentes da região.

Mais do que uma exposição coletiva, o projeto se consolida como um movimento artístico de fortalecimento da identidade cultural amazônica, promovendo encontros entre diferentes gerações de artistas e aproximando o público da riqueza visual produzida no estado.

A iniciativa evidencia a potência criativa da Amazônia e reafirma o papel da arte como instrumento de memória, pertencimento e transformação social.

Uma celebração da arte amazônica contemporânea

Desde sua abertura oficial, realizada no dia 7 de maio, na Galeria Samaúma, na Praça do Araxá, em Macapá, a exposição vem movimentando o cenário cultural amapaense. O espaço recebeu artistas, estudantes, apreciadores de arte e representantes da cultura em uma noite marcada por emoção, troca de experiências e forte participação popular.

A programação contou com música ao vivo, transmissão pelas redes sociais e uma roda de conversa entre artistas iniciantes e o público, criando um ambiente de diálogo sobre arte, identidade e os caminhos das artes visuais no estado. A apresentação musical de Jota Mambembe trouxe ainda mais sensibilidade à abertura da mostra, ampliando a experiência cultural do evento.

A atmosfera da exposição revela exatamente aquilo que seu nome propõe: diferentes traços unidos por uma mesma essência amazônica.

Arte que conecta gerações

Um dos pontos mais marcantes da exposição é justamente o encontro entre diferentes gerações de artistas.

“Amazônia em Traços” reúne nomes já reconhecidos na produção artística do Amapá ao lado de novos talentos que começam a construir suas trajetórias nas artes visuais. Essa integração fortalece o intercâmbio de experiências e cria oportunidades fundamentais para jovens artistas da região.

A exposição abre espaço para acadêmicos em fase de conclusão da licenciatura em Artes Visuais, como Emiliana, Binno e Ayla Adriane, além de estudantes da Escola Cândido Portinari que também participam exposições públicas, entre elas está Talya Lopes, Tucka Araújo e Lídia Mota.

Homenagens e reconhecimento à cultura amapaense

No dia 8 de maio, a programação seguiu na Galeria Vicente de Souza, localizada no Conselho Estadual de Cultura, espaço recentemente revitalizado e agora denominado Palácio das Artes Mestre Jansen. O momento foi marcado por forte simbolismo cultural e institucional, contando com a presença da Secretária de Cultura Clícia Di Miceli, da Secretária Adjunta Marina Beckman, do presidente do Conselho Estadual de Cultura Cirley Picanço, da vice-presidente Mapige Gemaque e do conselheiro das Artes Visuais Josaphat Jesus.

A noite reuniu apresentações artísticas, homenagens póstumas a artistas plásticos amapaenses e entrega de certificados em reconhecimento às contribuições desses nomes para o fortalecimento da cultura no estado.

A performance do artista plástico Dekko Matos também chamou atenção do público, trazendo uma intervenção artística carregada de expressão visual e identidade amazônica.

As homenagens reforçaram a importância da preservação da memória cultural do Amapá e do reconhecimento daqueles que ajudaram a construir a trajetória das artes visuais na região.

O projeto transforma a exposição em uma verdadeira plataforma de incentivo à nova geração artística amazônica.

Mais do que apresentar obras, a mostra oferece visibilidade, pertencimento e reconhecimento para jovens criadores que encontram na arte uma ferramenta de expressão cultural e transformação pessoal.

A força dos traços amazônicos

A exposição apresenta uma diversidade impressionante de estilos, técnicas e linguagens artísticas.

Pinturas, ilustrações, grafismos, esculturas e trabalhos contemporâneos revelam diferentes olhares sobre a Amazônia e suas múltiplas identidades culturais. Em cada obra, aparecem elementos que dialogam diretamente com o cotidiano amazônico, com os rios, a floresta, os povos originários, as cores regionais e os símbolos ancestrais da região Norte.

Os trabalhos apresentados demonstram como a arte amazônica consegue unir tradição e contemporaneidade, transformando referências culturais em narrativas visuais potentes e atuais.

A mostra também evidencia o crescimento das artes visuais no Amapá, estado que vem fortalecendo sua produção cultural e ampliando espaços de valorização artística.

Arte como resistência e identidade cultural

Idealizador do projeto, o artista plástico Jeriel Luz destaca que a exposição nasceu da necessidade de fortalecer a arte amazônica e criar conexões entre artistas de diferentes trajetórias.

Segundo ele, a proposta vai além da exposição estética: trata-se de um movimento de valorização cultural e de construção coletiva da identidade artística amapaense.

A iniciativa mostra como a arte funciona como instrumento de resistência cultural, preservando memórias e ampliando vozes historicamente invisibilizadas.

Em um cenário onde a Amazônia frequentemente é lembrada apenas por suas riquezas naturais, “Amazônia em Traços” reforça que a região também é território de intensa produção intelectual, artística e criativa.

A floresta aparece não apenas como paisagem, mas como símbolo de ancestralidade, espiritualidade e pertencimento.

Integração cultural entre Macapá e Santana

Outro destaque da programação é a expansão da exposição para o município de Santana, fortalecendo a descentralização cultural no estado.

Entre os dias 22 e 29 de maio, a mostra “AMAZÔNIA EM TRAÇOS” irá para Santana, no Hall do Cine Teatro Municipal Silvio Romero, levando arte e acesso cultural para novos públicos.

A abertura em Santana acontece no dia 22 de maio, às 18h, mantendo a proposta de integração entre artistas, estudantes e comunidade.

A circulação da exposição entre os municípios amplia o alcance do projeto e fortalece o intercâmbio cultural dentro do Amapá.

Programação em Macapá

Até 21 de maio

📍 Galeria Samaúma — Praça do Araxá, próximo ao Ministério Público Estadual
📍 Palácio das Artes Mestre Jansen — Avenida Professora Cora de Carvalho, nº 1842, Centro

Horários de visitação
🕗 Manhã: 8h às 11h30
🕑 Tarde: 14h às 18h

Programação em Santana

De 22 a 29 de maio

📍 Hall do Cine Teatro Municipal Silvio Romero

Abertura oficial

📅 22 de maio
🕕 18h

Horários de visitação
🕗 Manhã: 8h às 11h30
🕑 Tarde: 14h às 18h

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