Nos braços da mãe, o mundo encontra descanso.
É ali, naquele abrigo silencioso, que o tempo desacelera e tudo ganha sentido.
Entre um suspiro e outro, nasce a linguagem mais antiga que existe —
a do amor que não precisa ser dito, porque se entende no olhar, no toque, no respirar junto.

O olhar da filha, profundo e distante, toca o invisível.
O toque leve em seu rosto é um gesto, um mapa de
confiança, um laço que a vida desenhou com doçura e coragem.

O olhar da mãe se mistura ao horizonte, firme e doce ao mesmo tempo,
como quem carrega o mundo nos braços e, ainda assim, encontra leveza.
O amor dela não é feito de palavras bonitas,
mas de presença — de estar ali, inteira, mesmo quando o dia cansa, mesmo quando o silêncio fala mais alto.

Nada em volta tem mais importância.
O que importa é esse instante — o abraço que cabe o mundo inteiro,
o gesto pequeno que revela o infinito,
a ternura que faz do amor algo eterno.

Porque há laços que o tempo não toca,
há amores que não precisam ser explicados.
Eles apenas são — profundos, reais, e tão humanos quanto a própria vida.
Poema de MOTA Luzia
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