AMAPÁ, O BRASIL EM ESTADO BRUTO

Entre os dias 19 e 21 de agosto, o Macapá Shopping se transformou em uma verdadeira galeria de olhares, cores e sentimentos. Em comemoração ao Dia Mundial e Municipal do Fotógrafo e da Fotografia, 17 fotógrafos amapaenses se reuniram para apresentar a exposição “Amapá: o Brasil em estado bruto”. O tema convida o público a olhar um Amapá preservado e conservado, revelando em cada imagem a força da natureza, a identidade cultural, a beleza e a riqueza de um Estado que guarda em si a essência da Amazônia. Conversamos com Paulo Gil sobre essa exposição.

Luzia – Qual a importância dessa exposição para os fotógrafos e para a fotografia no Amapá?
Paulo Gil – É importante destacar que há um grupo de artistas fotógrafos que pensam fora da caixa e buscam fortalecer a fotografia dentro das diversas linguagens artísticas do Amapá. Estamos escrevendo a história através dessas imagens e convidando a sociedade a compartilhar dessa energia, somando-se a nós nessa aventura imagética.



Luzia – De que maneira a fotografia pode se consolidar como linguagem artística e também como potência econômica no estado?
Paulo Gil – Dentro do fazer fotográfico encontramos as mais diversas nuances: há aqueles que buscam apenas aprender e usufruir desse conhecimento, produzindo imagens elaboradas; outros que se dedicam ao aprimoramento técnico, investem em equipamentos de ponta e oferecem imagens de alto padrão como serviço profissional; assim como colegas que atuam nos mais diversos espaços, mantendo viva e pulsante a fotografia social, com a responsabilidade de encantar seus clientes em cada registro produzido nos eventos.



Paulo Gil – Essas diferentes vertentes precisam convergir em um momento em que a sociedade se reinventa economicamente, por meio de grupos organizados que buscam recursos — sobretudo federais — para fortalecer as políticas do segmento em todo o país. É necessário que a fotografia assuma o protagonismo que merece e que os gestores estaduais e municipais reconheçam a relevância que essa categoria desempenha na história e no desenvolvimento da sociedade local.

Os fotógrafos não são apenas retratistas: são parte de uma economia criativa potente, que já produziu e continua produzindo riqueza dentro e fora do Amapá. Prova disso são inúmeros colegas que comercializam suas obras tanto no mercado nacional quanto no internacional. Por isso, torna-se indispensável a criação de mecanismos de financiamento, políticas públicas e incentivos que nos tratem como verdadeiros parceiros econômicos — e não apenas como um adorno cultural.



A exposição celebrou a fotografia como arte e expressão, e também reforçou a importância de valorizar e preservar o Amapá em sua forma mais genuína. Cada registro trouxe ao público a oportunidade de enxergar o estado além do olhar comum, despertando pertencimento, orgulho e reflexão sobre a necessidade de manter viva a beleza natural e cultural que faz do Amapá um Brasil em estado bruto.

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