A arte de eternizar momentos ganha reconhecimento Estadual oficialmente

No último 08 de janeiro, a comunidade fotográfica celebrou com emoção o primeiro Dia Estadual do Fotógrafo — uma data recentemente instituída por lei e que agora passa a integrar oficialmente o calendário de homenagens do Estado do Amapá. A conquista é resultado da Lei nº 3.295, de 19 de setembro de 2025, de autoria do deputado estadual Jesus Pontes, que reconhece a importância dos fotógrafos na preservação da memória, da história e da identidade cultural amapaense.

A celebração também dialoga com o reconhecimento já existente no âmbito municipal. Em Macapá, o Dia 19 de agosto é o dia Municipal do Fotógrafo e da Fotografia foi instituído pela Lei nº 2.420/2020, de autoria do vereador Ruzivan Pontes, fortalecendo ainda mais a valorização desses profissionais em diferentes esferas do poder público.

O evento comemorativo foi realizado na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, espaço simbólico da cultura e da memória do estado, e reuniu fotógrafos profissionais, admiradores da fotografia e agentes culturais para uma programação especial. A atividade contou com exposição fotográfica, homenagens a profissionais da área — especialmente aos mais antigos — e momentos de partilha de histórias marcantes, eternizadas através das lentes.



Criada no ano passado e sancionada pelo Governo do Estado após aprovação da Assembleia Legislativa, a Lei nº 3.295/2025 teve sua primeira celebração oficial em 2026, consolidando-se como um marco histórico para a fotografia amapaense. O encontro reafirmou a fotografia como linguagem artística, documento social e instrumento fundamental de registro da vida cotidiana, da cultura e das transformações sociais do Amapá.
Paulo Gil: o coração do evento

O coordenador-geral da exposição foi o renomado fotógrafo Paulo Gil, reconhecido por anos de trabalho de excelência no cenário fotográfico estadual. Por motivos de saúde, Paulo não pôde estar presente, mas garantiu que a programação seguir com a mesma qualidade, nomeando um substituto à altura — uma escolha que se refletiu na alta produção e organização do evento.
Um evento de celebração e reconhecimento

Sob o comando do experiente jornalista e publicitário Getúlio Barreto, a cerimônia foi marcada por discurso emocionados, aplausos calorosos e muita arte visual. Ao longo de toda a tarde, visitantes puderam apreciar uma exposição que celebrou o olhar de fotógrafos consagrados e novos talentos, mostrando desde registros do cotidiano até imagens que capturam momentos históricos do estado e da sociedade.
Homenagens especiais foram entregues a mestres da fotografia amapaense — aqueles que, com suas lentes, construíram um legado e inspiraram gerações. O evento contou com a presença de membros importantes da cultura amapaense houve apresentação de cantores da terra e uma linda exposição tofografica.

O Dia do Fotógrafo Nacional e o significado da data No Brasil, o Dia do Fotógrafo Nacional é tradicionalmente celebrado em 8 de janeiro, data que marca simbolicamente a chegada da primeira câmera fotográfica ao país no século XIX e a consolidação da fotografia como forma de arte e comunicação visual
A fotografia, desde a sua invenção no século XIX, transformou-se de uma técnica experimental em uma ferramenta indispensável para registrar o presente, refletir sobre o passado e projetar o futuro — seja na arte, no jornalismo, na publicidade ou na documentação social. Internacionalmente, há também o Dia Mundial da Fotografia, celebrado em 19 de agosto, em homenagem à apresentação do daguerreótipo, um dos primeiros métodos fotográficos amplamente difundidos no mundo e que simboliza o nascimento dessa linguagem visual.
A importância de reconhecer quem nos mostra o mundo












Datas comemorativas como o Dia do Fotógrafo — tanto nacional quanto estadual — representam mais do que uma celebração: são um reconhecimento oficial de que fotografar é muito mais do que simplesmente apertar um botão. É uma forma de expressão, de preservação da memória e de criação de narrativas que conectam pessoas, histórias e culturas.

Para os fotógrafos reunidos na Biblioteca Pública no último dia 08, a data também foi um marco coletivo: a oficialização de uma profissão que, mesmo sem regulamentação específica no país, continua sendo essencial para a sociedade. A fotografia capta o tempo, as emoções e o pulsar do mundo — e agora tem um dia no calendário oficial do estado do Amapá para ser lembrada e celebrada.
por Luzia Mota
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